O esforço que as autoridades vêm fazendo no combate à pornografia infantil na web, auxiliado por entidades como a Safernet, tem alcançado resultados concretos. Além da prisão de vários criminosos no Brasil – e até mesmo no exterior, graças às trocas de informações entre as polícias de muitos países -, já está cada vez mais difícil encontrar páginas com esse tipo de conteúdo no Google. O motor de busca tem um acordo de colaboração com autoridades do mundo inteiro visando a auxiliar nas investigações e coibir a propagação dessa praga. Aliás, quando se usam os conjuntos de palavras-chave que apresentariam resultados de páginas de pedofilia no principal buscador do planeta, há diversos avisos de que vários links foram retirados por solicitação judicial. Essa é a boa notícia. O que sobra são sites e blogs que fazem um estúpido trabalho de SEO (otimização para mecanismos de busca) e que incluem essas palavras no bolo de sua home em busca de acessos, mas sem que haja conteúdo relativo ao tema.
A má notícia é que ainda é possível encontrar essas páginas criminosas através de outros buscadores, algo que as empresas responsáveis por esses motores de busca devem tentar coibir de qualquer maneira, a exemplo do que o Google vem fazendo. Assim sendo, restaria aos pedófilos apenas a troca de material via redes sociais e P2P ou a inclusão de links ocultos em páginas que supostamente não se dedicam à pedofilia (algo que já vem acontecendo).
E nunca é demais lembrar: se você descobrir alguma página contendo pornografia infantil, acesse o site da Polícia Federal e denuncie (http://denuncia.pf.gov.br/) ou na própria página da Safernet (http://www.safernet.org.br/site/denunciar). Não tem Internet? Use o Disque 100.
Ajude também a orientar as crianças e adolescentes de seu círculo familiar ou de amizades a adotarem comportamentos seguros na web para que não venham a ser vítimas de pedófilos. Faça o download da cartilha da Safernet (http://www.safernet.org.br/site/prevencao/cartilha/safer-dicas) e leia a reportagem que fiz com o Agente da Polícia Federal Paulo César Bandolin a respeito de crimes de pornografia infantil em Maringá e região.
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